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Seminário de Geofísica no Observatório Nacional 11/11

Pensando fora da Caixa em Geociências: Abordagens em Metalogenia

Resumo:

A capacidade de transformar uma miríade de informações em uma profusão conhecimento foi postulada há tempos como uma das maiores habilidades de um cientista. Grande parte dos sistemas naturais estudados pelas Geociências são extremamente complexos, sendo explicados a partir da interação de infinitas variáveis e componentes organizados de forma fractal. Dessa forma, se faz necessária a proposição de modelos aproximados que honrem estas variáveis da melhor forma possível. Ainda assim, mesmo os modelos mais bem-aceitos são sempre simplificados uma vez que não é possível compreender como estas variáveis se inter-relacionam de forma absoluta. Um método bastante eficiente na avaliação de fenômenos controlados por inúmeras variáveis é o de redução estatística de dimensionalidade, onde busca-se um conjunto de componentes principais que melhor representem o espaço amostral. Os depósitos minerais são sistemas gerados pela interação de um grande número de variáveis e por isso são, muitas vezes, de difícil interpretação e entendimento. Existe na literatura diversas tentativas de classificar depósitos minerais de forma abrangente, no entanto, o número de casos excepcionais às regras de classificação é consideravelmente alto. Uma explicação para tal efeito pode ser encontrada em tentativas equívocas de categorização de depósitos que não se encaixam em uma ou outra categoria, em uma ou outra “caixa”. Assim, tendo em vista uma grande variância estatística entre os depósitos, se faz necessário antes de uma categorização global a investigação dos principais controles geológicos que condicionam cada depósito isoladamente. Esta abordagem já foi, em parte, explorada pela proposta de “sistemas minerais” que foi deixada de lado mesmo que o emprego do “sistema petrolífero”, seguindo ideias convergentes, tenha sido amplamente difundido na academia e na indústria. Os autores desta proposta notaram que a formação de depósitos minerais estava ligada a fatores preponderantes como: transporte de massas, fonte de energia, permeabilidade, estruturas que favoreçam o transporte de fluidos, gradiente termal e estruturas que promovam a interação de fluidos e precipitados, ligados geralmente a cenários geotectônicos específicos. Ainda assim, fatores como a geoquímica das rochas encaixantes e dos fluidos parecem desempenhar um papel bastante importante principalmente a altas temperaturas e pressões. Como os alvos exploratórios são cada vez mais complexos e abrangem depósitos de características mais incomuns, se faz necessário averiguar de forma aprofundada quais são os controles geológicos que definem cada caso. Na hipótese de um programa exploratório que parte de um modelo fixo, a chance de sucesso se torna consideravelmente menor se outras variáveis atuantes no sistema mineralizante não são consideradas. Dessa forma, a reconsideração da classificação de depósitos minerais precisa ser levada em conta para que os modelos exploratórios sejam adequados a cada caso a fim de otimizar a pesquisa e a produção de bens minerais.
Palestrante: Dra. Mariana Brando Soares
Instituição: Professora Adjunta – Departamento de Geologia Aplicada – UERJ

Data: 11/11/2020 (quarta-feira)
Hora: 15h (horário de Brasília)
Local: Via plataforma Zoom com transmissão online pelo canal do Youtube.
Contato: 3504.9285 ou suze@on.br
Petrobras CGG

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