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Seminário on-line do Departamento de Geofísica do IAG/USP – 18/11

Título: Investigando a Espessura da Zona de Transição sob a Bacia do Parnaíba – Ausência de Evidências de Topografia Dinâmica

Resumo: A Bacia do Parnaíba é uma das maiores bacias cratônicas da América do Sul. A subsidência iniciou no Paleozóico, muito antes da abertura do Atlântico Sul e Equatorial, e continuou desde então ao longo do tempo geológico. Como acontece com muitas outras bacias cratônicas, os mecanismos responsáveis por sua formação estão em debate. Mecanismos que invocam esticamento mecânico e resfriamento da litosfera, com formação de um ou vários riftes abortados, ou simples resfriamento térmico tem sido tradicionalmente propostos para explicar sua subsidência; mais recentemente, no entanto, mecanismos de flexão litosférica tem sido propostos. Aqui, investigamos se fluxos convectivos do manto sob a bacia podem estar agindo como a carga profunda responsável pela flexão elástica. Com esse fim, funções do receptor de ondas P e PP de baixa frequência foram desenvolvidas em 18 estações de banda larga na bacia do Parnaíba para mapear a espessura da zona de transição por meio de conversões P para S nas descontinuidades sísmicas de 410 e 660 km de profundidade. Essas descontinuidades são sensíveis à temperatura, de forma que mudanças na espessura da zona de transição podem ser usadas para investigar a presença de fluxos convectivos verticais. Um total de 13 estações foram implantadas entre 04/2016 e 07/2018 ao longo de uma linha aproximadamente EW que cruza a bacia no âmbito do Projeto de Análise da Bacia do Parnaíba (PBAP), um esforço multidisciplinar financiado pela BP Energy do Brasil que visou melhorar nosso conhecimento atual da origem e evolução desta grande bacia cratônica; as 5 estações restantes pertenceram à Rede Sismográfica Brasileira (RSBR). As funções do receptor foram calculadas para todas as estações em bandas de frequência sobrepostas de f <0,2 Hz e f <0,5 Hz, resultando em um total de 910 e 755 estimativas de função de receptor estáveis, respectivamente. As estimativas da função do receptor foram então migradas para profundidade e empilhadas usando uma abordagem de raio variável, com um raio máximo de 1,0 graus. Nossos resultados mostram que a espessura da zona de transição é em sua maioria normal (250 ± 5 km) em toda a bacia, indicando que não há perturbações térmicas aparentes e descartando a presença de processos convectivos profundos. Além disso, as descontinuidades da zona de transição foram mapeadas principalmente em profundidades nominais de 410 e 660 km, sugerindo pouca ou nenhuma variação no manto superior em relação ao modelo de referência. Se cargas profundas no manto litosférico ou processos convectivos no manto profundo são responsáveis pela subsidência flexural, as perturbações correspondentes na topografia de descontinuidade e espessura da zona de transição estão além da resolução deste estudo.

Data: 18/11/2021
Horário: às 16h30
Local: Transmitida através do YouTube no link.
Palestrante: Prof. Dr. Jordi Julià – UFRN

Link de solicitação do certificado de participação após a apresentação no link.

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